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Nasce boneca, rostinho de porcelana, corpinho de pano. Da boneca, o pano vai se desgastando, rasgando, a porcelana racha, quebra a cara. Tenta se esconder achando que fuga é proteção, e de repente: Cadê a boneca que tava aqui? Fica sem graça ao perceber que não perde a graça trocando porcelana e pano por carne e osso, e aí já é tarde demais. Virou gente, e então fica tudo mais complexo, as coisas saem de controle. Aí diz uma coisa, repete, diz uma coisa, e nós aqui, vendo outra coisa. Contradição. Confusão. Como cantou Cazuza: Tuas ideias não correspondem aos fatos! E essa confusão grita aos olhos do público. Quem é você? Você sabe? O que você deseja? O que você faria se pudesse escolher, você sabe?
— Pedro Bial (via keepmysecretskept)
(Source: a-q-u-a-r-e-l-a)
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Nunca precisei de proteção, sempre me virei. Só que é bom. É bom ter a sensação de que nada vai nos acontecer. É bom saber que a outra pessoa nos protege de raios e tempestades. É bom contar com aquele colo que não falha. É bom que o final do dia nos traga a certeza de que o outro estará lá, braços fortes e abertos nos esperando incansavelmente. Meus sonhos serão realizados, obrigado. E eu nem queria muito, só que você ficasse.
— Clarissa Corrêa (via aceita-secompanhia)
(Source: clarissacorrea)
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Eu vivo na espera de poder viver a vida com você.
— Chorão (via falsoromeu)
(Source: proprios-sentimentos)
Deus, me perdoe por todas as vezes que fui dormi sem ao menos agradecer por mais um dia de vida.
(Source: proprios-sentimentos)
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Será que as estrelas veem a gente de lá como pontinhos cintilantes também? Será que estrelas apaixonadas observam os humanos em noites claras aqui embaixo?
— sempre quis ser estrela, Alice. (via flor-de-papel)
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Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais.
— Caio Fernando Abreu (via jornascimentto)
(Source: be-sedated)




